23 maio 2017

As deusas do destino nórdico: Nornas!

As deusas do destino nórdico: Nornas.



Hoje vamos conhecer um pouco mais sobre as deusas nórdicas que fiavam o destino dos homens, deuses, elfos, etc. então venha conhecer um pouco mais sobre elas!
As Nornir (Nornas) são as 3 deusas do tempo: Urðr (Urd - Passado), Verðandi (Verdandi - Presente) e Skuld (Futuro). A elas cabem controlar: a sorte, o azar e a providência. Seu controle é sobre todos os seres dos 9 mundos, incluindo os deuses. Elas são Dísir: espíritos femininos. Além delas há outras Dísir (espíritos femininos) associadas a indivíduos em particular, e que também podem enquadrar-se como Nornir. Outras Dísir, por exemplo, são as Valquírias.                       
Mesmo cada uma das Nornir representando um período de tempo distinto, não se pode associar o destino de algo a somente uma delas, pois o destino depende das 3, mostrando que: passado, presente e futuro estão entrelaçados.                       
Elas são tecelãs, e tecem o destino dos deuses e dos homens. Cada fio representa um ser, e o tamanho dele é referente ao seu tempo de vida. Há fios que representam também a vida dos deuses, uma vez que os deuses nórdicos são mortais, mas elas não permitem a eles verem.                       
Elas nasceram da fonte de Urðarbrunnr (Urdarbrunnr - Fonte de Urðr - Fonte do Destino), onde nasceu e cresceu a árvore Yggdrasil. As Nornir vivem sob as raízes da árvore, e a regam para que se mantenha verde e não apodreça.                       
Na Mitologia Nórdica tudo está predestinado a algo, e como quem predestina são as Nornir, isso as tornam uma força incontrolável, estando acima dos poderes dos deuses.                       
As Nornir são representadas como 3 mulheres: a virgem (Skuld), a mãe (Verðandi) e a anciã (Urðr). Apesar de serem consideradas deusas do destino, as Nornir são jötnar (gigantes), e as 3 são donzelas (virgens).
De modo mais abrangente, as Nornir são vistas de maneira negativa por estarem relacionadas a morte, mas às vezes também são vistas positivamente, pois também estão associadas ao nascimento e a vida.                       
Etimologia: Urðr e Verðandi são derivadas do verbo "verða" (do norueguês antigo) que significa "ser". Urðr deriva de sua forma no passado, assim significando: "aquilo que se tornou" ou "aquilo que aconteceu" (aquilo que foi). Verðandi deriva da sua forma no presente, significando: "aquilo que está acontecendo" (aquilo que é). Skuld deriva do verbo "skulla" (do norueguês antigo) que significa: "ser necessário"; ou seja, significando "aquilo que deve acontecer".                       
Começa hoje no Calendário Nórdico, o domínio da Norna Urd, uma das três Deusas do Destino na mitologia nórdica.
A função dessas deusas era controlar a sorte, o azar e a providência, dos homens e dos deuses. Elas também deviam zelar pelo cumprimento e conservação das leis que regem a realidade dos homens, dos deuses, dos elfos etc.                       
Urd é a guardiã do passado e representa a anciã. Ela deve guardar os mistérios do passado e é a que vive sempre olhando para trás, por sobre os ombros.
Verdandi é a vigia do presente e representa, na figura de uma mãe, o movimento, a continuidade. E tudo o que acontece é tecido por seus pensamentos. Está sempre a olhar para o presente.
Skuld, é a detentora do futuro, representada por uma virgem. É a guardiã do que está por vir. Profecias e adivinhações estão relacionadas a ela pois detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino. Vive encarapuçada e possui um pergaminho fechado que contém os segredos do futuro.                       
Conta a mitologia que elas nasceram da fonte de Urd, que é a fonte da vida e de onde cresce a grande “Árvore do Mundo”, que seria o próprio eixo do mundo. Todas as manhãs elas fazem chover hidromel para que as raízes da árvore permaneçam verdes.
O culto das Nornas existiu em diversas religiões europeias. Na literatura Nórdica são chamadas de Dísirs. E uma de suas funções era ajudar as mulheres em trabalho de parto. Essa tarefa, deu a elas uma posição peculiar e importante como agentes do destino.
Para o povo nórdico, as Nornas foram associadas às parteiras pois no momento do nascimento eram elas que mediavam a vida e traçavam o destino.
A palavra norna está associada ao dialeto sueco a um verbo que significa “informação Secreta”. A raiz da palavra tem o sentido de “fiar” ou de “tecer”.
É do poder divino, tecido no fio das Nornas que se traça o destino. E ainda hoje, nos tempos modernos, existe quem comemore esse dia com uma festa de tradições populares.                       
As Nornes são um clã de deuses da mitologia nórdica.
A sua função é controlar a sorte, o azar e a providência.
Elas também zelam pelo cumprimento e conservação das leis que regem as realidades dos homens, dos deuses, dos elfos/duendes, dos anões, dos dragões e de todos os seres míticos.
Vivem protegidas por um dos ramos da árvore Yggdrasil, junto a um lago.
O clã possuí apenas três integrantes, todas entidades femininas que a saber são: Urd, Verdandi e Skuld.
Elas representam o passado, o presente e o futuro, respectivamente.                       
Urd é a guardiã do passado e é representada por uma criatura humana de idade extremamente avançada.
Dentro de suas obrigações está a guardar os mistérios do passado e não fornecer as chaves dos segredos antigos.
Verdandi era encarregada do presente. É representada na forma de uma mãe e tudo que acontece é tecido por seus pensamentos.
Ela representa o movimento, a continuidade.
Skuld é a guardiã do futuro.
Ela é representada na forma de uma virgem. Profecias e adivinhações estão relacionadas a ela.
Skuld detém o controle de uma das maiores forças do universo: o Destino.                       
As três têm poder sobre o destino. 
As Norns escandinavas são em muitas formas semelhantes às Parcas gregas.
Esse trio de deusas guarda o Poço de Urd que fica abaixo de uma raiz de Yggdrasil, a árvore do Mundo, em Asgard.
A Norn Urd (Destino) era definida como "aquela que está se tornando"; Verthandi (Necessidade) como "aquela que está se tornando" e Shuld (Ser), "aquela que deveria se tornar".
Predestinação e predeterminação eram conceitos estranhos aos nórdicos.                       
Eles acreditavam que cada pessoa influenciava seu próprio futuro.
As Norns eram quase tão importantes quanto as próprias Aesir.
Na verdade, essas deusas traçavam o destino de homens, deuses, gigantes, anões e qualquer outro ser vivos.
Diariamente os nórdicos efetuavam seu conselho nesse Poço na presença das Norns.                       
É raro saber exatamente onde o futuro nos leva, incluindo aí os caminhos laterais que inevitavelmente seguimos.
É difícil até mesmo ter um lampejo claro da figura como um todo.
Aprender a trabalhar com as Norns e a ouvir seus conselhos é muito importante para evitar contratempos maiores.
Se elas apontam para problemas vindouras e conseguimos mudar o rumo de nossas vidas a ponto de evitá-los, assumimos então responsabilidade por moldar nosso futuro.
Se os problemas revelados pelas Norns persistirem em nosso caminho não importa o quanto nos esforcemos, devemos trabalhá-los, aprendendo as lições necessárias.
As Senhoras do Destino de várias tradições - conhecidas como as Parcas gregas, as Moiras romanas, as Nornes nórdicas ou as Rodjenice eslavas - tinham como símbolo mágico o fuso, a roda de fiar, os fios e a tessitura.                       
Elas fiavam, mediam e cortavam o fio da vida, entoando canções que prediziam os destinos dos recém-nascidos e apareciam como deusas tríplices ou tríades de deusas idosas, envoltas por mantos com capuz ou vestidas de branco, preto ou com idades diferenciadas pelas cores das suas roupas (branco, vermelho, preto).
As Nornes tecem os destinos dos deuses e dos homens com o fio fiado por Frigga, a deusa que tido conhece, mas não fala, reforçando assim a noção do mistério.
Elas residem   sob as raízes de Yggdrasil, ao lado da fonte do Wyrd (o potencial desconhecido), em cujas águas brancas encontram-se escondidos os padrões do destino e do potencial não manifestado.
Antigamente, nas cerimônias de bênçãos dos recém-nascidos, pedia-se às Nornes que mergulhassem as crianças nessa fonte para que ela se lembrasse sempre de sua origem divina e de seu compromisso que sua alma escolheu antes de encarnar.
Há um antigo verso atribuído às Nornes, que diz: “ Eu sou tudo aquilo que fui, sou e continuarei sendo.
O dever das Nornes era encontrar o ventre adequado para a reencarnação dos espíritos dos ancestrais.
Elas apareciam quando a criança nascia e trancavam o seu destino.
Ao longo da vida, elas enviavam mensagens pelos sonhos ou pela leitura das runas, mostrando que os padrões futuros eram criados pelas ações passadas e pelo comportamento presente.
A Deusa Frigga fia o fio do destino posteriormente usado pelas Nornes e rege a gestação e os nascimentos.
Espero que tenham gostado de saber um pouco mais sobre elas!

Raffi Souza.

21 maio 2017

Quais deuses devemos invocar?

Quais deuses devemos invocar?


Uma coisa que muitos devem ter dúvidas sejam se está começando ou já está a um tempo no caminho, muitos magistas (me refiro como magistas a todos os bruxos, magos, pagão, etc., que praticam magia) tem dúvidas é na hora de chamar uma divindade\entidade para um ritual, ficam na dúvida se podem ou não chamar elas, ou ficam com essas perguntas “se eu chamar deus tal acontece isso? ” “Ouvi falar que não podemos nunca chamar deusa tal, porque ela é deusa de algo negativo”, “é verdade que se chamar dois deuses pode dar muita briga? ”.
Bem as respostas para elas podem ser bem diferentes dependendo da onde você está lendo, eu em particular quando vou fazer qualquer coisa pesquiso muito bem antes de chamar elas, vejo com quais deuses eles tem alguma rixa, ou quais eles trabalham juntos, mas nunca chame deuses de panteão diferentes, mesmo que eles sejam do tipo que trabalha com as mesmas energias (exemplo: Afrodite e Rudá, são deuses do amor? São, mas um é daqui do brasil e outro lá da Grécia, chame os dois juntos pode esquecer todos os seus relacionamentos).
Agora sobre isso de não poder invocar algum deus pelo que ele trabalha, esqueça, existem sacerdotes de vários deuses, até de deuses ligado a morte, eu mesmo já trabalhei com Hécate, Perséfone, Hades, e vários outros que tem aspectos negros, e olha estou aqui ainda pra escrever no blog pra vocês, tudo depende se vocês estão receptivos a energia deles, alguns tem uma energia muito forte que até os mais experientes tentam se manter afastado, como é o caso de Hécate, dizem que depois que fazer algo com ela ficam com dor de cabeça, passando mal, outros já não conseguem nem receber a energia de deuses mais “leves” por exemplo Hestia, dizem que ela quando se chama se sente mais confortável, amado, etc., mas tem alguns que podem sim passar mal, principalmente se não tiver na mesma sintonia do deus que chamou.
E sobre chamar deuses diferentes, então, isso nunca, nunca mesmo deve ser feito, não importa se são do mesmo panteão ou não, principalmente se não forem do mesmo panteão, seria o mesmo que chamar Ares e Hefesto, os dois tem uma rixa por causa de Afrodite, chame os dois juntos e com toda a certeza você irá passar mal, sentira muita coisa, podendo até passar mal, mas se forem deuses que trabalhar juntos, sem problema nenhum, um exemplo disso é Hécate e Perséfone, as duas trabalham juntas no submundo, para alguns quando Perséfone está com sua mãe no olimpo, Hécate assume o troco como rainha do submundo.
Uma dica muito importante antes de trabalhar com qualquer divindade\entidade, é estudar, sim, isso mesmo estudar, ler histórias, ver diferentes mitos, e talvez até meditar com a entidade, mas até para se meditar digo que deve ter cuidado, pois você pode sentir algo, bom ou ficar desconfortável, então digo, antes de fazer qualquer coisa, ESTUDE sobre a entidade, não importe quem é!
Espero que esse pequeno, nem tão pequeno texto, ajude vocês a entenderem um pouco sobre esse contexto de chamar uma entidade sobre você, e uma pequena explicação sobre o que é invocar e o que é evocar:
Invocação se caracteriza por convidar a Divindade para participar do ritual no corpo de uma pessoa responsável. Foi muito usado por algumas pessoas do passado para santificar objetos ou lugares.

"Invocar vem do latim in vocare, que significa chamar em, ou seja, chamar em socorro, pedir auxílio, suplicar, pedir ajuda com uma prece."

Evocação já é o convite à Divindade para participar do ritual em matéria astral ou espiritual, fora do corpo do oficiante responsável, porém dentro do espaço sagrado. Isso possibilita a conversa direta e a percepção das energias divinas. O que é muito usado durante uma oração padrão.

"Evocar vem do latim evoco are, que significa chamar a si, mandar vir, chamar para aparecer, fazer aparecer."


Raffi Souza.

18 maio 2017

A Erva sagrada Coentro!

A erva sagrada Coentro

Hoje vamos falar sobre uma erva que todos devem conhecer, se não ele então o seu parente que muitos confundem vamos falar sobre o coentro!

O Coentro pertence à família apiaceous, popularmente conhecida como a família da cenoura. Esta família tem muitas outras plantas bem conhecidas, tais como aipo, salsa, cominho e Cenoura. Ao contrário dos membros de sua família, O Coentro pode ser cultivado durante o ano todo e isso faz com que essa erva seja amplamente utilizado em todo o mundo. Seu aroma e sabor único levou 

Coentro para alcançar uma posição de destaque no uso culinário. Além disso o Coentro tem propriedades medicinais, o que lhe torna ainda mais benéfico para à Saúde. Então, Leia mais sobre os 
Benefícios do Coentro Para Saúde.
Apesar de todas as partes da planta serem comestíveis, As folhas e as sementes são usadas de forma mais destacada. As folhas, também conhecido como o Coentro, e as sementes têm nenhuma semelhança com o outro no aroma ou sabor (as folhas), mas ambos tem seus benefícios para a saúde.

Coentro Melhora a Digestão: As Folhas de Coentros ajuda na digestão e evita a flatulência quando tomado com Água Quente. Elas também ajuda a secreção adequada de enzimas e sucos digestivos no estômago e prevenir a anorexia. O Coentro é uma boa fonte de fibra, por isso causa um alivio com problemas gastrointestinais.

Coentro é uma Excelente Fonte de Vitaminas e Minerais: O Coentro é uma grande fonte de vitaminas e minerais essenciais. O coentro é uma boa fonte de Ferro, O Ferro ajuda com os nível de hemoglobina baixo, portanto combate a anemia. Já o Magnésio do Coentro ajuda no bom funcionamento do sistema nervoso e fortalece os ossos. Além disso, O Suco de Coentro é conhecido por ser uma boa fonte de Vitamina A, Vitamina B e Vitamina C.

Coentro é uma Fonte de Anti-oxidante: O Coentro contém anti-oxidantes, eles ajudam a promove uma saúde melhor. Os anti-oxidantes são moléculas que restringem a oxidação de outras moléculas no corpo. Eles ajudam na prevenção de riscos relacionados com o coração. Os anti-oxidantes foram também consideradas úteis na prevenção de doenças neurológicas como a doença de Parkinson e doença de Alzheimer.

Benefícios do Coentro Para Obesos e Diabéticos: Estudos Realizados com o Coentro mostrou-se que 
ele traz maravilhas para pessoas obesas e diabéticas. Isso ajuda na redução de gorduras e, assim, auxilia a Perda de Peso. Quando consumido fresco e cru, Coentro reduz enormemente o nível de açúcar. As Folhas de Coentro também ajudar as pessoas que sofrem de bronquite e asma.

Benefícios do coentro Para Pele: O Coentro é eficaz no alívio de condições dermatológicas. Quando misturado com Açafrão em pó ou em pasta, coentro reduz acne e proporciona proteção contra infecções eczema, secura e fúngicas. Pesquisas têm demonstrado que as Folhas de Coentro têm propriedades anti-bacterianas e anti-inflamatórias, que melhora a saúde da pele e ajuda a combater doenças como conjuntivite.

Tradicionalmente, as Folhas de Coentro tomadas com água têm sido eficazes na redução de calor excessivo do corpo. Eles são também utilizados para o tratamento de quelação, isto é, a remoção de metais pesados como o mercúrio, alumínio e chumbo a partir do corpo.Benefícios da Sementes de coentro Para Saúde: As sementes de Coentro torrado agir como uma especiaria. Elas são uma excelente fonte de colesterol bom (HDL) e diminuir o mau colesterol do corpo, devido à presença de ácido linoleico, ácido ascórbico, ácido esteárico e ácido palmítico. As Sementes de Coentro também suportam boa secreção de hormônios e impedir a desordem menstrual. Para melhores resultados, sementes de Coentros deve ser embebido durante a noite em água e, em seguida, consumida. O óleo extraído de Coentro atua como um excelente anti-séptico e deste modo, é muito útil na cura de úlceras da boca.

OUTROS BENEFÍCIOS DO COENTRO:
O Coentro é eficaz para combate ao frio.
O Coentro é uma excelente fonte de vitamina K e uma boa fonte de potássio e cálcio.
O Coentro impede a contração involuntária dos músculos.
O Coentro ajuda no bom funcionamento do fígado e ajuda a prevenir o câncer e ataques epiléticos.
O coentro (Coriandrum sativum) é bastante utilizado na culinária da região Nordeste do nosso país, como um tempero essencial no preparo de pratos cozidos, apresentando um aroma e sabor mais fortes e acentuados que a salsinha.

Originária do Oriente, esta planta é uma excelente fonte de ferro, magnésio, manganês e fibras dietéticas, sendo utilizado há muitos anos, na forma de chá, como um remédio natural para tratar o estômago e o intestino, auxiliando no controle da flatulência.

O coentro pode ser utilizado por completo: suas folhas são um excelente tempero no preparo dos alimentos; as suas sementes, além de tempero, também podem ser utilizadas como ingrediente de chás medicinais; e raiz também pode ser usada como tempero, no entanto, só é utilizada no sudeste asiático.

As propriedades e os benefícios do chá de coentro
Devido às suas propriedades diurética, adstringente, estimulante e anti-inflamatória, o chá de coentro proporciona diversos benefícios à nossa saúde, dentre os quais podemos destacar os seguintes:

O chá preparado com as folhas secas do coentro proporciona benefícios no tratamento da fadiga e de enxaquecas;

Combate a flatulência, a má digestão, a anorexia nervosa e problemas estomacais;
No uso externo, este chá é utilizado no combate ao reumatismo e nas dores das articulações;

Regula o período menstrual;
Também pode ser utilizado para combater enjoos, vômitos, inapetência digestiva, cólicas e gases intestinais;

Age no controle da diabetes;
As sementes do coentro também são conhecidas por reduzirem o nível de colesterol;

Auxilia nos casos de ansiedade, nervosismo e excesso de apetite;
O óleo feito a partir da semente do coentro atua no combate a dores de cabeça, inchaço, conjuntivite, reumatismo, úlceras na boca e hemorroidas.

Como preparar o chá de coentro?
Ingredientes:
– 1 colher de sopa de coentro;
– ½ litro de água.
Modo de preparo:
Coloque a água em uma panela e leve ao fogo até que levante fervura. Em um recipiente à parte, coloque o fruto do coentro bem levado e derrame a água fervente por cima, tampe o recipiente e aguarde por cerca de 15 minutos. Coe e, se preferir, adoce com mel. Beba o chá sempre após as refeições.

Contraindicações e cuidados
É necessário ter atenção com a quantidade ingerida, pois, quando tomado em excesso, o chá de coentro pode causar lesões renais.

Na época do descobrimento do Brasil, os portugueses conheceram diversas variedades de coentro – que os indígenas chamavam inhambi e o consumiam puro, ao natural, não como tempero, mas como um alimento. Segundo consta, as variedades européias do coentro foram trazidas pelos colonizadores e adaptaram-se perfeitamente ao clima brasileiro, tanto que o coentro se tornou um dos temperos mais populares da nossa culinária, muito utilizado no Norte e Nordeste para temperar pratos à base de peixe. Mas não são apenas os nordestinos que conhecem as virtudes desta erva, prova disso é a famosa “moqueca capixaba”.

A palavra coentro é originária do grego “koris” que significa “cheiro de percevejo” pois, para muitos, as folhas e frutos exalam um odor bem desagradável enquanto a planta não amadurece por completo, lembrando o cheiro daquele inseto.

Para os povos antigos da China e do Egito, a erva tinha poderes mágicos: suas sementes guardavam o “segredo da imortalidade” e, por isso, eram colocadas nos túmulos dos nobres egípcios para ajudar a alma a encontrar seu “caminho eterno”. O outro lado mágico do coentro está ligado ao amor: para os árabes, as sementes possuíam um poderoso efeito afrodisíaco, capaz de despertar violentas paixões. Uma receita de vinho tinto com sementes de coentro chegou a ganhar fama de verdadeira “poção do amor”.

O coentro (Coriandrum sativum) é uma erva utilizada desde tempos remotos. Para se ter uma ideia, a planta é citada no Velho Testamento, pois era usada junto com o vinagre para conservar carnes. Além de condimento, o coentro era utilizado como medicinal – o próprio “pai da medicina”, o grego Hipócrates, deixou registrado seu uso como medicamento, pelas propriedades antiespasmódicas e digestivas.

Na medicina antiga, o coentro era visto de forma muito contraditória: enquanto para uns tratava-se de uma planta muito venenosa, para outros, era um potente remédio capaz de curar males como epilepsia e até acalmar as dores do parto. Alguns afirmavam que o coentro era um poderoso estimulante e afrodisíaco, mas outros defendiam que, na verdade, era um ótimo calmante. Mas uma coisa é certa: esta planta não era nem um pouco ignorada.
Existem registros que comprovam seu uso de formas até difíceis de acreditar. Na Suécia, por exemplo, lá no passado, o coentro era utilizado junto com outros ingredientes na preparação de um impressionante tônico chamado “aqua hiruninum” ou “água de andorinha”. Vejam só que o que compunha este tônico: lírio-do-vale, peônia, baga de sabugueiro, tília, coentro, noz-moscada, cubeba e visgo, tudo destilado junto com 24 filhotes de andorinha vivos! Essa asquerosa mistura também era recomendada como medicamento para combater inflamações da garganta. O costume persistiu até por volta de 1757 quando, finalmente, uma lei oficial do governo sueco eliminou o “medicamento” da farmacopéia.

Cultivo
O coentro é uma planta herbácea da família das Umbelíferas, cuja altura média varia de 25 a 60 cm. As folhas são de cor verde brilhante, alternadas e fendidas nas bordas. Na base da planta, as folhas são muito parecidas com as da salsa e no alto, lembram mais as folhas do funcho. A floração ocorre entre a primavera e o verão, quando surgem as flores pequenas, brancas ou róseas, e delas se formam os frutos redondos, com cerca de 1,5 a 5 mm de diâmetro. A raiz do coentro é cônica, perpendicular, fibrosa e pode ser consumida na alimentação depois de cozida.
Conhecido como um dos melhores do mundo, o fruto do coentro pequeno da Rússia mede apenas 1,5 a 2,5 mm de diâmetro e possui um teor de óleo essencial entre 0,8 a 1%.
A planta se propaga por meio de sementes – plantadas de preferência no final da primavera - ou por divisão de touceiras e, neste caso, pode ser plantado o ano inteiro. Seu cultivo pode ser feito em vasos ou jardineiras, desde recebam sol pleno. A planta produz melhor em solos ricos em matéria orgânica, bem soltos e drenados, não sendo recomendado o plantio em solo muito úmido e ácido. Tolera bem tanto o calor como o frio, bem como curtos períodos de seca – o ideal é regar a planta sempre que o solo se mostrar seco. Embora rústico, o coentro não consegue competir com ervas daninhas, sendo sempre importante eliminá-las para obter sucesso no cultivo.
A colheita pode ser feita cerca de 50 a 60 dias após a semeadura. No caso dos frutos, após colhidos, devem ser colocados para secar ao sol.

Usos e Magia
As partes mais usadas da planta são as folhas, talos e frutos maduros (vulgarmente chamados de sementes). O aroma acentuado e característico do coentro concentra-se em suas folhas verdes e frescas, que devem ser conservadas sob refrigeração para maior durabilidade. À medida que a planta seca, o odor acentuado vai desaparecendo, de forma que folhas e frutos se tornam suavemente perfumados.
O uso do coentro na culinária é bastante difundido. No Brasil, a erva entra no preparo de inúmeros pratos típicos (como a galinha de cabidela), especialmente aqueles à base de peixe. Na França, é usado para acompanhar vegetais brancos, como a couve-flor e o aipo. Na Alemanha, é adicionado na massa de pães e bolos, da mesma forma que o cominho.
A aplicação do coentro na medicina caseira explora bem a essência da planta que concentra diversas substâncias com propriedades estimulantes das funções digestivas, além de diuréticas e antiespasmódicas.
Já o óleo essencial da planta, aquecido levemente, costuma ser usado em massagens nas articulações, com a mesma finalidade.
Na Antigüidade, existia uma receita muito especial, preparada com as sementes ou frutos do coentro: reduzidos a pó, eram misturados com almíscar, açafrão e incenso. O resultado era uma poção considerada muito eficaz nas práticas de magia sexual.
Quanto à “poção do amor”, citada no início deste texto, nada garante que seus efeitos sejam verdadeiros, mas, segundo consta a receita manda aquecer um bom vinho tinto com um punhado de sementes de coentro. Dizem que é tiro e queda... 
*Rose Aielo Blanco é jornalista e editora do site www.jardimdeflores.com.br

Uso magico:
As sementes de coentro são usadas para a cura, especialmente para aliviar dores de cabeça.
Quando coentro é cultivado em um jardim ele irá proteger o jardineiro e todos que residem na casa do jardineiro, segundo a lenda.
Ela está associada com a paz.

O Feng Shui diz que uma cozinha precisa de algo amarelo e uma planta para ter o verde…
Tenha em sua cozinha de bruxa uma mini jardineira ou um vasinho mesmo com coentro plantado.
Vai atrair amor pela magia, agradar as necessidades segundo feng shui e ainda você terá tempero fresco sempre que precisar.

Já o óleo essencial da planta, aquecido levemente, costuma ser usado em massagens nas articulações, com a mesma finalidade.
Na Antiguidade, existia uma receita muito especial, preparada com as sementes ou frutos do coentro: reduzidos a pó, eram misturados com almíscar, açafrão e incenso. O resultado era uma poção considerada muito eficaz nas práticas de magia sexual.
Coloque algumas sementes dentro de uma garrafa de vinho tinto e a noite promete.

Coentro (Coriandrum sativum)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
– Usado em feitiços de amor.

Diferença entre salsa e coentro, é principalmente pelo cheio, para alguns o cheiro da salsa é mais agradável que o do coentro, que parece ter um cheiro mais forte (as vezes ate dos percevejos), outra diferença é as folhas a da salsa são maiores e com menos “cortes” criando um triangulo, enquanto a do coentro é mais arredondada e tem mais “cortes”, apesar de parecer bem simples não é, e muitos confundem, espero que essas dicas ajudem a diferenciar, alguns vão pela raiz (coentro vende com raiz e salsa sem), mas ai fica a seu critério, aqui só decidi citar essa diferença para não fazerem chá de Salsa achando que era coentro.

Espero que tenham gostado de saber mais um pouco sobre essa planta magnifica que é o coentro.
Que sejam prósperos.
Raffi Souza.


16 maio 2017

Os pais do Céu e da Terra

Os pais do Céu e da Terra!

Hoje vamos falar sobre o casal de deuses que segundo a mitologia egípcia, que originou o céu e a terra, hoje vamos falar sobre Tefnu e Shu, um dos primeiros deuses a surgirem e criarem o mundo, vamos lá.
Tefnut (também conhecida como Tefnet) é a deusa que personificava a umidade e as nuvens na mitologia egípcia. Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede.
Irmã e esposa de Shu, formava com ele o primeiro par de divindades da Enneade de Heliópolis.                       
TEFNUT ou TEFNET: É a deusa da umidade. Na enéade de Heliópolis, ela era irmã e esposa de Shu, que eram filhos de Atum, o deus que se auto criou. Segundo alguns mitos, eles nasceram do sêmen de Atum (ou da saliva). Ainda na enéade de Heliópolis, eles eram os pais de Geb e Nut. Ela é geralmente representada por uma mulher com cabeça de leoa e usando na cabeça o disco solar e o uraeus. No mito de Mênfis, ela aparecia como sendo a língua de Ptah e em mitos tardios ela aparece como esposa do deus escriba Thoth.                       
Tefnut é uma deusa primordial como seu marido Chu, ela representa o ar úmido e o seu marido Chu o ar seco, Tefnut é filha de Rá e casada com seu irmão gêmeo Chu com ele teve 2 filhos Nut e Geb.
Tefnut tem uma imagem de generosidade de presente aos mortais (a chuva) ela e seu irmão são bons Tefnut afasta a sede e Chu afasta a fome.
Tefnut representava o poder e a força por culpa de sua cabeça de leoa, ela usava na cabeça o círculo solar e a serpente Uraeus.
Algumas histórias dizem que Tefnut nasceu do vômito do irmão quando este nasceu e assim se apaixonaram.                 
      

Shu é o Deus Egípcio do ar e da atmosfera, e o criador do vento. Seu primeiro feito foi separar o céu, Nut, e a terra, Geb.                       
O nome de Shu é a origem das palavras 'dry' (seco), 'parched' (ressecado/queimado), 'withered' (seco/murcho) e 'light' (luz), especificando-o como sendo o componente seco do ar onde sua irmã e esposa, Tefnut, é a umidade.
Shu é um dos deuses da Eneada, sendo ele e sua irmã gêmea, Tefnut, as primeiras deidades a serem criadas por Atum. Ele é o pai de Nut e Geb.
Ele normalmente é descrito como um homem vestindo penas de avestruz em sua cabeça. Ele tipicamente mostra-se com seus braços levantados, segurando Nut enquanto está em pé sobre Geb. Às vezes ele segura um cetro e uma Ankh em suas mãos, símbolos do poder e da vida, e ocasionalmente é descrito como tendo controle sobre as serpentes. Quando com Tefnut, Shu frequentemente é mostrado como um leão para igualar-se com a forma leonina de sua esposa.
Ao longo do tempo, Shu tornou-se cada vez mais identificado com o deus da guerra Anhur (GR: Onuris). Anhur pode ser traduzido como "Condutor do Céu", usando um acessório na cabeça de penas de avestruz, e também tendo um cônjuge leonina. Ambos estes deuses eram também ditos ter recuperado suas esposas de Nubia quando eles correram afora em rebeldia após uma discussão. Eventualmente, com Shu sendo visto mais como um conceito ou força e Anhur como um deus atual, os dois são mesclados para formar Anhur-Shu.                       
A principal função de Shu é sustentar o céu longe da terra, auxiliado pelos quatro Pilares de Shu em cada ponto cardeal, muito semelhante ao titã Atlas gregos. Este criou o espaço para a vida na terra ser criada, fazendo Shu mais que um deus da atmosfera (como sendo o espaço entre o céu e a terra) preferivelmente mais que do próprio céu. Deste modo Shu também é cabido a reger sobre os ventos, cujo são vistos como o sopro da vida. Frequentemente suplicas eram feitas a ele para que providenciasse bons ventos para os barcos egípcios.
Suas ligações com a vida foram reforçadas conforme Shu foi sendo visto como aquele que ressuscita Rá e o Faraó a cada manhã, fazendo a ascensão do sol. Além disso, ele ajudou a proteger Rá de Apep no submundo com encantamentos. Ele se envolvia com espíritos ordinários após a morte, participando no julgamento no Salão de Ma'at. Ele é o líder dos torturadores e executores, exercendo o papel de deus da punição para os não dignos do pós vida. Mais feliz, ele ajudava a subir as escadas, cujas almas usavam para chegar ao pós vida. Muitos egípcios o viam como uma ponte metafórica entre ideais contrastantes, como o dia e a noite, céu e terra, vida e morte.
A luz do Sol também era vista pelos egípcios como sendo parte do domínio do ar de Shu, e assim as vezes Shu era considerado deus da luz. Ele nunca foi uma deidade solar, apesar de suas pinturas esporádicas portando o disco solar. O disco solar era mais presente porque ele era visto as vezes como o segundo Faraó do Egito, sucedendo Rá.                       
Shu (também grafado na forma aportuguesada Chu) é o deus egípcio do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição. Juntos, Shu e Tefnut geraram Geb e Nut. Shu é o responsável por separar o céu da terra (sendo representado como um homem tendo Geb, a terra, em seus pés, e levantando Nut, o céu, com os braços, numa representação que se assemelha ao Atlas da mitologia grega). É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus e as colocou na cidade de Gaaemynu. Ele só se tornou popular a partir do Império Novo.                       
Shu é o deus egípcio do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição. Shu e Tefnut, juntos geraram Geb e Nut. Shu é o responsável por separar o céu da terra (sendo representado como um homem tendo Geb, a terra, em seus pés, e levantando Nut, o céu, com os braços, numa representação que se assemelha ao Atlas da mitologia grega). É ele também quem traz a vida com a luz do dia. É representado como um homem usando uma grande pluma de avestruz na cabeça. Ele criou também as estrelas pelas quais os seres humanos podem elevar-se e atingir os céus e as colocou na cidade de Gaaemynu. Shu só se tornou popular a partir do Império Novo.
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre esses dois deuses bem antigos, mas que são muito importantes, e até a próxima.
Que seja sempre prospero;

Raffi Souza

09 maio 2017

o deus do amor tupi: Rudá!

O deus do amor tupi: Rudá!


Hoje vamos falar sobre um deus brasileiro, o nosso deus tupi do amor Rudá, que apesar de não ser tão conhecido para muitos indígenas é extremamente importante, venha conhecer um pouco mais sobre ele!
Na mitologia tupi, é o deus do amor e do afeto. Vive nas nuvens e sua função é despertar o amor dentro do coração dos homens. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Quando fechou os olhos tudo ficou escuro. Para iluminar a escuridão enquanto dormia, ele criou a lua, Jaci, tão bonita que imediatamente apaixonou-se por ela. Mas, quando o sol abria os olhos para admirar a lua, tudo se iluminava e ela desaparecia. Guaraci criou então o amor, Rudá, seu mensageiro, que não conhecia luz ou escuridão. Dia e noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci enquanto ele dormia. Assim nasceu o céu e todas as coisas que vivem lá. ”
(Adaptação de versão de Couto de Magalhães)                       
Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.
Rudá é o Cupido dos Indígenas. É a ele que as virgens e os guerreiros se dirigiam, pedindo-lhe proteção nas suas pretensões amorosas.                       
As cunhãs, nas horas de saudade do seu amado, como suas ancestrais índias, erguiam a voz à Rudá de braço estendido na direção em que deve andar o seu bem-amado, e imploravam:
"Rudá, Rudá,
Iuaká pinaié
Amãna reçaiçu
Iuaká pinaié
Aiuté Cunhã
Puxiuéra oikó
Ne mumamára ce recé
Quahá caarúca pupé"
Traduzindo:
" Óh Rudá, tu que estás nos céus e que amas as chuvas...Tu que estás no céus...faz com que ele, por mais mulheres que tenha, as ache todas feias; faz com que ele se lembre de mim esta tarde quando o Sol se ausentar no ocidente…"

Invocações à lua
Os tupis consideravam as luas, cheia e nova, elementos auxiliares de Rudá, os deuses do amor, e tinham invocações semelhantes às que cantavam aquele deus, e para o mesmo fim de trazer os amantes ao lar doméstico, pelo poder da saudade. Eram estas as invocações à lua cheia (cairé) e a lua nova (catiti):
Cairé, cairé nú
Manuára danú çanú
Eré ci erú
Piape amu
Omanuara ce recé
Quanhá pitúna pupé
Catiti, catiti
Imara notiá
Notiá imára
Espejú (fulano)
Emú manuára
Ce recé (fulana)
Cuçukui xa ikó
Ixé anhú i piá póra.

Cuja tradução, apesar da ignorância do sentido de alguns versos, é assim apresentada:
Eia, ó minha mãe (a lua) fazei chegar esta noite ao coração (do amante) a lembrança de mim.
Lua nova, ó lua nova! Assoprai em fulano lembranças de mim, eis-me aqui, estou em vossa presença; fazei com que eu tão somente ocupe seu coração.                       
Rudá é um Deus do panteão tupi, regente do amor. No Paganismo Piaga, Rudá faz parte da Linha dos Deuses Nativos -> Corrente Colona. Ele é celebrado especialmente na época da Festa da Fertilidade, quando se fazem pedidos relacionados ao amor, fartura e reprodução.                       
Segundo o mito, Rudá vive nas nuvens e tem a missão de despertar o amor no coração das mulheres e dos homens. Também é chamado de Perudá e foi descrito (por Couto de Magalhães) como um guerreiro branco, belo e gentil.
Cabe a Rudá promover a perpetuação de todas os seres vivos. Com a ajuda de Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova) ele provoca saudades nos amantes que se afastaram de seus amores, fazendo os mesmos retornarem para casa.                       
Segundo o mito, Rudá também é auxiliado por uma serpente mágica, que reconhece as moças virgens das tribos e devora as que perderam a virgindade. Esse mito reforça a importância da virgindade antes do casamento, isso para algumas tribos nativas, pois é algo que não é adotado na tradição piaga.                       
De acordo com o mito de Rudá contato por Couto de Magalhães, o Deus do Amor foi criado por Guaraci (O Sol), pois quando a luz solar tocava em Jaci (A Lua), tudo se iluminava demasiadamente e desaparecia. “No começo havia a escuridão. Então nasceu o sol, Guaraci. Um dia ele ficou cansado e precisou dormir. Rudá então foi criado para ser mensageiro do amor dos Deuses, pois ele não conhecia luz ou escuridão.
Dia ou noite, Rudá podia dizer à lua o quanto o sol era apaixonado por ela. Guaraci criou também muitas estrelas, seus irmãos, para que fizessem companhia a Jaci.
A Rudá eram dirigidos apelos de virgens e guerreiros, que pediam por proteção e boa sorte em suas pretensões amorosas. As cunhãs (moças), quando sofriam por saudade dos amados, oravam a Rudá, erguendo os braços (em direção ao local onde achavam que os parceiros estavam) e imploravam.                       
Rudá aceita como oferendas: penas de pombo, símbolos fálicos, pedras pintadas com símbolos de fertilidade e amor, pitanga, sementes de pau-brasil e grãos em geral. As oferendas podem ser deixadas em matas ou montanhas.                       
"Rudá" ou "Perudá", o deus do amor na mitologia Tupi, possui ao seu serviço uma serpente que reconhecia as moças que se conservavam virgens, recebendo delas os presentes que lhe levavam, e devorando as que haviam perdido a virgindade.
Os Tupinambás do Pará acreditavam que havia destas serpentes no lago Juá, pouco acima de Santarém.
Quando alguma donzela era suspeita de ter perdido a virgindade, seus pais levavam-na ao lago, e aí deixando-a a sós em uma ilhota, com os presentes destinados a serpente.

Que sejam sempre prósperos;

Raffi Souza.

04 maio 2017

Erva sagrada: Rosa

Erva sagrada: Rosa!


Hoje vou falar sobre uma erva muito conhecida, mas antes um pequeno aviso sobre isso: já adiantando, hoje a aula é sobre o uso de erva tanto medicinalmente como magicamente falando, mas como sempre aconselho não devemos usar algo sem conhecermos, então antes de usar qualquer erva procure um médico, ou alguém que entenda bem sobre isso, essas aulas são apenas para ajudar um pouco. Agora vamos a matéria em si, venha conhecer sobre o uso medicinal e magia das Rosas, lembrando que pode haver outras formas de se utilizar aqui coloco apenas algumas, ok? Vamos lá
Uso medicinal das rosas
Rosa Branca.
A rosa branca é um tipo de rosa, também conhecida como rosa, rosa arbustiva ou rosa de corte, muito utilizada como planta medicinal calmante.
O seu nome científico é Rosa Alba L. e pode ser comprada na floricultura, mercados ou lojas de produtos naturais.
Para que serve a rosa branca
A rosa branca serve para tratar inflamações nos olhos, desinfetar ferimentos, tratar prisões de ventre, ansiedade, nervosismo, tosse, dores de garganta bronquite. É usada também para limpeza de pele.
Propriedades da rosa branca
As propriedades da rosa branca incluem a sua ação adstringente, calmante, laxativa, digestiva, anti-inflamatória e depurativa.
Modo de uso da rosa branca
- Para fins terapêuticos são utilizadas as pétalas ou sementes da rosa branca.
- Chá para limpeza de pele: Adicionar as pétalas e sementes em água fervente, deixar esfriar e lavar a pele.
- Chá calmante: Adicionar 10 g de pétalas e sementes de rosa branca em 500 ml de água fervente, com uma colher de sopa de mel, e beber 3 vezes ao dia.                       
Rosa Rubra
A rosa-rubra é planta medicinal popularmente conhecida como rosa-francesa, rosa-vermelha, rosa de Jericó e outras denominações, pertencente à Família das Rosaceae.
Nativa da Europa Central e da Ásia (incluindo uma Ocidental Ásia, a Turquia), uma rosa-rubra apresenta folhas geralmente com cinco folíolos ovados ou suas orbiculares e Flores são Grandes, de coloração vermelho vivo; os frutos geralmente apresentam núcleos brilhantes que variam de laranja a vermelho até púrpura e são muito atrativos para pássaros.
Como Propriedades Medicinais
A rosa-rubra possui ação adstringente e cardiotônico.
Os Benefícios e como Indicações de uso
- Resfriados;
- Bronquite;
- Gastrite;
- Diarreia;
- Depressão (calmante);
- Infecções oculares;
- Dores de garganta;
- Feridas leves
- Problemas de Pele;
- Leucorreia;
- Aftas (óleo essencial);
- Antisséptico local;
- Digestiva atonia.
Como utilizar uma rosa-rubra?
- Chá (infusão) de Pétalas de rosa;
- Água de rosas;
- Xarope de rosas;
- Mel de rosas.
- Chá de rosa-rubra
Para preparar o chá de rosa-rubra, basta adicionar três colheres de sopa da planta um ½ litro de água. Assim que a água alcançar fervura, desligue o fogo. Tampe o recipiente e deixe uma solução abafada por cerca de 10 minutos. Após esse período, é só coar e beber. A indicação de consumo de duas a três xícaras um do chá ao dia.
Para tratar afecções da garganta e da boca, uma indicação e fazer gargarejos, com uma medida de 6 gramas da planta em um copo de água fervente.                       
ROSA RUBRA
Rosa gallica.
Descrição: Planta da família das Rosaceae. Arbusto de ramos delgados, armados de espinhos, flores de cheiro suave e agradável. Também é conhecida pelos nomes de rosa-francesa, rosa-vermelha, roseira-francesa, roseira-rubra, rosa verdadeira e rosa de jerico.
As rosas podem ser arbustivas ou trepadeiras, com folhas compostas, pinadas, estipuladas e alternadas, tendo foliados com bordos serrilhados. As plantas geralmente apresentam acúleos. As flores, grandes e perfeitas, aparecem geralmente isoladas ou em grupos de 2 ou 3, sendo que algumas espécies possuem cachos com número variado de flores. As flores geralmente desabrocham no final da primavera ou início do verão e são polinizadas por insetos. As flores são perigíneas, com 5 sépalas, 5 ou mais pétalas, com vários estames inseridos nas bordas do hipanto, sendo que os vários pistilos surgem de dentro de sua cavidade. No fruto, o hipanto aumenta para se tornar carnoso e globular, e os pistilos se tornam aquênios, com uma semente cada. A parede do aquênio é geralmente dura e resistente a danos. Os frutos podem amadurecer do final do verão até o outono, mas eles persistem usualmente nas plantas ao longo do inverno, provavelmente como uma forma de atrair os dispersores. Os frutos geralmente têm cores brilhantes que variam de laranja e vermelho até púrpura, e são atrativos para os pássaros.
Habitat: O gênero Rosa ocorre principalmente nas zonas temperadas do hemisfério norte e tem origem na Ásia.                       
História: Existem evidências fósseis indicando que as rosas existem na Terra há mais de 40 milhões de anos (BARASH, 1991). No entanto, análises moleculares do DNA de rosas atuais mostram que elas devam existir há muito mais tempo, há cerca de 200 milhões de anos (FLOWERMONTHCLUB, 2003); as rosas estão entre as flores mais antigas em cultivo em todo o mundo, seja por sua beleza, perfume, qualidades medicinais ou uso culinário. O gênero Rosa é reconhecido por sua complexidade taxonômica devido, em parte, à hibridização, poliploidia e apomixia. O número de espécies descritas varia desde 30 até 4266, mostrando a dificuldade de definição existente, graças à diversidade morfológica que o gênero exibe. Apenas 2 espécies de Rosa contribuíram para o desenvolvimento das cultivares modernas. As rosas foram trazidas ao Brasil pelos jesuítas entre os anos de 1560 e 1570, mas somente a partir de 1829 ocorreu o plantio de roseiras em jardins públicos. O uso das rosas não é meramente ornamental, algumas espécies servem de alimento para animais silvestres, enquanto outras possuem propriedades fitoterápicas. Produzem óleos e essências empregados na perfumaria e cosmética ou na culinária. Uma receita de confeitos de rosas, romana, é a mais antiga referência do uso desta flor como ingrediente; no século X, os persas exportavam água de rosas para toda a Europa, Ásia e norte da África como aromatizante em bolos e biscoitos. No século XIV, as rosas eram usadas extensivamente em molhos para peixes e caças, e também em sobremesas, confeitos e conservas. No século XIX as rosas foram usadas como corantes e aromatizantes em chá, molhos, óleos, confeitos e conservas.                       
Parte utilizada: Flores.
Origem: Nativa da Europa e da Ásia,
Propriedades medicinais: Adstringente, cardiotônico.
Indicações: Afecção da garganta e da boca, atonia digestiva, diarreia. Antisséptico local.
Princípios ativos: taninos; Óleo essencial: citronela, geraniol, nerol fenil-etanol, linalool e citral. (Sendo necessários 5 mil kg de pétalas de rosas para se produzir 1 litro de óleo essencial (GILL & POGGE, 1974); Hipantos; Carotenos; Pectina; D-sorbitol; Vitamina C; Ácidos málico e cítrico; Antocianinas; Geras; Princípios amargos.                       
Farmacologia: Os chineses foram os primeiros a descobrir as qualidades medicinais das rosas: Algumas variedades cultivadas, principalmente R. damascena e R. gallica, são utilizadas para obter óleos essenciais e a água destilada de rosas. A essência extraída das pétalas é empregada como aromatizante em perfumaria e cosmética (Silvestre & Montserrat, 2001); os botões florais e as pétalas de algumas rosas (R. gallica, principalmente) são utilizados em fitoterapia, para uso no tratamento de algumas afecções dermatológicas, devido à riqueza em taninos. Os hipantos das rosas (em especial de R. canina), além dos taninos com propriedades adstringentes, são ricos em carotenos, pectina, D-sorbitol, vitamina C e ácidos málico e cítrico, sendo recomendados nas dietas para ganhar peso. No entanto, o principal uso das rosas tem sido, sem dúvida, em horticultura ornamental (GILL & POGGE, 1974); Rosas silvestres proporcionam uma valiosa cobertura e alimento para a vida silvestre, especialmente pássaros e mamíferos, que agem como dispersores de sementes (GILL & POGGE, 1974), sendo também utilizadas como alimento por muitos ungulados domésticos e silvestres (MEYER, 2003).                       
Modo de usar:
Infusão das folhas. Tomar uma xícara de 3 a 4 x dia; gargarejos: afecção da garganta e da boca. Usar 6 gramas em um copo ode água fervente.
Posologia: O fruto de R. canina (rosa mosqueia) é usado em geleias, chás e é uma excelente fonte de vitamina C (DENSMORE & ZASADA, 1977); Suas folhas podem ser adicionadas a outras ervas na preparação de chás e suas pétalas são usadas no preparo de confeitos, xaropes, molhos e vinagres; 1g de pétalas secas ou 2g de pétalas frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água) em infuso para uso interno, até vezes ao dia e para gargarejes e compressas; 60g de pétalas para 750ml de vinagre para uso interno para 750ml de vinagre para uso interno e exno.                       
Na era do Paleolítico as rosas já existiam na Terra, porém de uma forma mais selvagem. Nasciam em qualquer região e se mantinham sozinhas.
Os chineses, há 5 mil anos, resolveram cultivar essas flores e aproveitar suas propriedades medicinais, as quais foram sendo descobertas aos poucos.
Com o passar dos anos e os avanços da ciência, a rosa vermelha passou a ser considerada uma aliada da saúde humana. Para aproveitar suas essências, é possível preparar um chá com as pétalas dessa flor.
A bebida, além de perfumada e ter um gosto agradável, também possui poucas calorias não interferindo na alimentação ou dietas de seus consumidores.                       
Benefícios e propriedades encontrados nesta flor
As pétalas de rosa são ricas em vitamina C, por essa razão ajudam a tonificar o sistema imunológico do organismo favorecendo uma melhor proteção à saúde.
Também por essa propriedade, o produto natural age como antioxidante, impedindo a proliferação de toxinas e radicais livres no corpo. Consequentemente, previnem o envelhecimento precoce e ainda mantém a pele e o cabelo saudáveis.
Além disso, os chás de rosas vermelhas trabalham para atenuar cólicas menstruais, por isso é considerada uma grande aliada das mulheres.
Vale ressaltar que as cólicas fortes nem sempre são normais, assim, antes de fazer tratamentos alternativos, é preferível ir a um médico especialista e se certificar de qual melhor remédio utilizar.
Uma outra propriedade medicinal presente nas rosas vermelhas é a chamada polifenol. Essa, por sua vez, auxilia o organismo a prevenir problemas cardiovasculares, osteoporose e até mesmo o câncer.
Estas flores também possuem propriedades adstringentes, antissépticas, antialérgicas e antidepressivas. Além disso, melhora a circulação, tonifica o coração e age como um poderoso calmante. Já para a pele é ótimo quando o assunto é o combate de espinhas e cravos.                       
Chá de rosa vermelha
Preparar a infusão de rosas vermelhas é fácil e pode ser feita de duas formas, com as pétalas secas ou frescas. No primeiro caso, são utilizadas duas colheres (de chá) das pétalas em uma xícara de água filtrada.
Porém, se for com as partes ainda frescas, a quantidade aumenta, sendo três xícaras de água para duas xícaras de pétalas sem a parte branca da base, evitando assim um gosto amargo da bebida.
O tempo no fogo é o mesmo. Deixe a mistura ficar por até cinco minutos em ebulição e depois coe o líquido. É preferível ingerir sem adoçar, mas se for o caso opte pelo mel. A dica é beber até duas xícaras por dia, evitando superdosagens e efeitos colaterais indesejados.                       
Rosa: Dedicada as todas as mães. Vermelha é usada nas magias de ciganos, Iansã, deusa Tara e magias de amor e paixão, assim como em poções e comidas. Rosa nas magias de harmonia e amor, dedicada a Deusa Vênus e Mestra Rowena, Amarela é dedicada da Deusa Fortuna, Diana, Oxum e usa nas magias solares e de abundância, é ótima para banhos – trazendo segurança e brilho; a branca é o símbolo da pureza e é ótima nos banhos de descarrego e proteção, deve ser dedicada a Cristo, Oxalá, Cernunus, Tara Branca, Maria, Ceridween; a violeta atua na transmutação e perdão, além de trazer paz e abundancia, deve ser dedicada a Kuan Yin, Xapanã e Saint-Germain; a Rosa tricolor é dedicada a todos os guias e é usada nos ritos para as fadas.
”Invoco o grande, o puro, o terno e grandioso amor, o deus alado, arqueiro, ágil e ardente...”
A lenda grega conta que a rosa é filha do borrifo que nasceu do sorriso de Eros. Paradoxalmente, ela é símbolo da virtude e do pecado.
Considerada a mais romântica das flores, a rosa representa o amor e suas nuances. Para cada cor destas flores, existe um significado que se torna especial e mágico a cada momento. As flores de cores vermelhas são fortes estão associadas ao amor intenso, a paixão, ao excessivo, ao vital e pleno, ao arrebatador. A uma tonalidade muito escurecida é comumente usada nos períodos de luto.
As flores amarelas representam amizade e felicidade, mas também pode indicar dúvidas ou ciúmes. Já, a rosa laranja transmite a ideia de fascínio ou encanto. A rosa cor de rosa também diz respeito à amizade, mas de certa forma está também ligada ao carinho, gratidão, doçura e charme.
As flores de tom rosa claro das rosas são comumente entendidos como uma gentileza. A rosa chá representa respeito e admiração; a rosa branca quer dizer pureza, paz; e rosa Champagne exprime admiração, simpatia, prazer e reverência.
Para presentear as senhoras de idade, aconselha-se rosas cor de rosas, laranjas, amarelas, rosas-chá e Champagne. As rosas brancas são as mais apropriadas para presentear moças jovens, mas também servem as rosas cor de rosas ou amarelas. Reserve as rosas vermelhas para demonstrar que está apaixonado.
Outros significados surgem ainda conforme elas se apresentam ou se misturam: um buquê repleto de rosas significa gratidão; um cacho de rosas representa encanto; uma coroa ou guirlanda é uma recompensa por mérito; rosas vermelhas e brancas representam união e harmonia; as amarelas com vermelhas significam alegria; vermelhas e rosadas representam o amor apaixonado; quando coloridas com tons claros representam amizade e solidariedade; coloridas com as vermelhas em destaque representam amor feliz; rosas sem espinhos falam de amor à primeira vista; e uma solitária rosa diz simplesmente: ‘te amo’.                       


Raffi Souza.

26 abril 2017

A deusa do sarcasmo: Momo!

A deusa do sarcasmo: Momo!


Vamos falar sobre a deusa que deu a origem ao sarcasmo, a ironia e outras coisas, vamos conhecer um pouco sobre a Deusa Grega Momo!
Na mitologia grega, Momo (Momus) era a personificação do sarcasmo, da reclamação, da culpa e da ironia. Ao contrário do que se pensa, Momo era mulher, patrona de escritores e poetas, representada com uma máscara que levantava para exibir seu rosto, e com um boneco numa das mãos, simbolizando a loucura. Filha de Nix (sem pai), aparecia constantemente no cortejo de Dionísio, ao lado de Comos, deus das farras.                       
Conta-se que Momo foi convidada para avaliar a criação de três deuses em concurso: Atena, Poseidon e Hefesto. Criticou Atena por ter criado a casa, pois devia ter rodas de ferro em sua base, para que o dono pudesse levá-la assim que viajasse. Zombou do deus do mar por ter criado o touro com os olhos sob os chifres, quando esses deviam estar no meio, para que ele pudesse ver suas vítimas. Por fim, riu do ferreiro dos deuses por ter fabricado Pandora sem uma porta para que se pudesse ver o que ela mantinha oculto em seu coração. Não bastando isso, ironizou Afrodite, dizendo que não passava de uma tagarela e que usava sandálias que rangiam, e teve a audácia de fazer comentários jocosos sobre a infidelidade de Zeus para com Hera. Seus atos a levaram ao exílio do Monte Olimpo.                       
Mais tarde, estando Zeus preocupado com o fato de que a Terra oscilava com o peso da humanidade, permitiu o retorno de Momo ao convívio do Olimpo desde que ela o ajudasse a descobrir uma solução para o problema. Brincalhona, ela sugeriu que o deus criasse uma mulher belíssima pela qual muitas nações guerreassem e assim se destruíssem. Zeus levou-a a sério e assim nasceu Helena, que levou os gregos à Guerra de Tróia.                       
Na Roma antiga, Momo e Comos foram unificados em uma divindade masculina que se tornou símbolo de festas e a imagem icônica em manifestações artísticas. Durante os três dias de festividades ao deus Saturno (o nosso Carnaval), o mais belo soldado era designado para representar o deus Momo, ocasião em que era coroado rei e tratado como a mais alta autoridade local, sendo o anfitrião de toda a orgia. Encerrada as comemorações, o “Rei Momo” era sacrificado. Posteriormente, passou-se a escolher o homem mais obeso da cidade, para servir de símbolo da fartura, do excesso e da extravagância.                       
É a deusa do sarcasmo. Momo é uma deusa menor e pouquíssimo conhecida tendo aparições curtas e de pouca importância. Filha da deusa da noite Nyx, Momo teve sua maior aparição nos acontecimentos que levaram a guerra de Troia.

Quando a quantidade de homens sobre a terra estava crescendo em um ritmo muito grande, Zeus pretendia aumentar o número de mortes para assim resolver o grande problema do aumento gigantesco da população. O pai dos deuses e dos homens desencadeou a guerra de Tebas, mas esta não foi o suficiente.

Momo então se apresentou, aconselhando a Zeus que oferecesse a nereida Tethys a um mortal. Havia sido profetizado que se um está se casasse com Poseidon ou Zeus teria um filho mais forte que o pai. Não poderia haver maior sarcasmo no conselho da deusa, enviando a ninfa a um simples mortal quando ela poderia ter um filho que superaria o próprio Zeus.

Deste casamento nasceu Aquiles. Com a ajuda da deusa Eris que lançou o pomo da discórdia que culminou na guerra de Troia, a população foi reduzida drasticamente com uma década de guerra e o problema assim resolvido.                       
Na mitologia grega, Momo (em grego Μώμος, Mômos, "burla", "crítica" ou "zombaria" e em latim Momus) é a personificação do sarcasmo, das burlas e de grande ironia, sendo a deusa dos escritores e poetas.                       
MOMO – Personificação do sarcasmo e das ironias. Foi Momo que aconselhou Zeus a entregar Tétis em casamento a um mortal e dessa união nasceria um filho e ele próprio engendraria uma filha que suscitaria uma guerra entre asiáticos e europeus, a Guerra de Tróia, que teria muitos mortos que daria equilíbrio demográfico necessário.
Uma outra versão seria a seguinte:
Momus era um daimon filho de Nix, que se tornou a personificação do sarcasmo, do delírio, do ridículo, do deboche, da paródia, do desprezo, da censura, da culpa e da crítica cortante. Ele morava no Olimpo junto aos deuses, mas com suas críticas perversas, com seus deboches e censuras, foi minando a simpatia dos deuses. Censurando a todos os deuses, expunha os defeitos que encontrava em cada um deles, interpretando a atitude de todos a seu modo e ainda fazia intrigas e fofocas.

Certa vez, Momus foi escolhido para julgar dentre os deuses, qual deles entre Zeus, Poseidon e Atena poderia criar algo realmente bom. Zeus criou o melhor dos animais - o homem, Atena criou a casa para as pessoas morarem e Poseidon criou um touro. Por ter o hábito de criticar, Momus criticou o touro porque não tinha olhos embaixo dos chifres para mirar seus alvos, criticou o homem por não ter uma janela no coração que permitisse aos outros verem o que tinha no coração e criticou a casa porque ela não tinha rodas em sua base não permitindo deslocá-la para outros lugares. Isso aborreceu os deuses.

Hefesto e Afrodite eram os seus principais alvos, já que a esposa de Hefesto tinha casos extraconjugais. Hefesto, que tinha uma deficiência nas pernas, recebia inúmeros adjetivos. Com isso, Afrodite despertou nele uma fome insaciável o que o fez comer tanto que se tornou excessivamente obeso.

Porém, sempre rindo dos outros, Zeus o expulsou do Olimpo, lançando-lhe a maldição de sorrir para sempre. E assim, ele passou a perambular pela terra, se tornando reverenciado apenas pelos loucos e acompanhando a trupe de Dioniso, embalados pelos sons dos tamborins dos coribantes. Usando um gorro com guizos e segurando uma boneca ou um cetro terminado em uma cabeça grotesca na mão, Momus passou a ser o símbolo da insanidade.

Ainda antes da era cristã, gregos e romanos incorporaram essa figura mitológica a algumas de suas comemorações, principalmente as que envolviam sexo e bebida. Na Grécia, registros históricos relatam que os primeiros reis Momos desfilavam em festas de orgia por volta dos séculos 5 ou 4 a.C. Geralmente, o escolhido era alguém gordinho e extrovertido.

Nas bacanais romanas, os participantes selecionavam um Rei Momo entre os soldados mais belos do exército. Esse monarca era o governante de um período de liberdade total e desfrutava de todas as regalias durante a festa, como comidas, bebidas e mulheres. Terminada a festança, ele era levado ao altar do deus Saturno para ser sacrificado. Depois de morto, era velado e enterrado com todas as honrarias de um chefe de estado. Se “rei morto, rei posto”, a cada ano era eleito um novo rei Momus.

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O mito de Momus destaca a maledicência, um dos flagelos da humanidade. Mais terrível que a agressão física, fere a dignidade humana, destrói a reputação e existência alheia pelo boato. Mais insidiosa que uma epidemia, se alastra nas bocas que nada de útil tem a dizer. Arma perigosa ao alcance de qualquer pessoa e em qualquer idade, é muito fácil usá-la: basta ter um pouco de maldade no coração, que o tribunal corrupto onde o maledicente coloca o réu ausente.

A maledicência acusa, julga e condena os outros, sem conceder direito de defesa ou contestação, porque o boato açoita sem misericórdia. É tão devastadora e, no entanto, não exige compromisso para quem a emprega. Jamais encontraremos o autor de um boato maldoso, de uma fofoca comprometedora, pois o maledicente sempre a vende pelo mesmo preço que comprou. Gratuita, ninguém está livre da fofoca, nem mesmo aqueles que se destacam na vida social por sua realização e capacidade profissional. Estes, ao contrário, são os mais visados. Nada é mais gratificante para o maledicente do que querer mostrar alguma deficiência dos bem-sucedidos.

A origem da maledicência está no atraso moral da criatura humana. Intelectualmente, a humanidade já atingiu descobertas científicas notáveis, mas moralmente, a humanidade continua agressiva e inconsequente como um homem da caverna. Se não usam a clava, usam a língua para ferir, atendendo aos seus propósitos de autoafirmação, revide, justificação ou pelo simples prazer de atirar pedras em vidraças alheias.

Não se dá conta aquele que se compraz em criticar a vida alheia, que a maledicência é um ato de autofagia, condição do animal que come o próprio corpo. O maledicente pratica a autofagia moral. A má palavra, o comentário desairoso contra alguém gera no autor um clima de desajuste íntimo, em que ele perde força psíquica e se autodestrói moralmente, envenenando-se com a própria maldade. Por isso, pessoas que se comprazem nesse tipo de comportamento são sempre inquietas e infelizes.

O maldizente fatalmente será vítima da maledicência, pois sua tendência é criar ambiente propício à disseminação de seu veneno. A vida também cuida de situá-lo numa posição em que esteja sujeito a críticas e comentários, até que aprenda a respeitar o próximo. A ninguém compete o direito de julgar o outro, porque antes disso é necessário remover o que impede de enxergar a si mesmo, porque tendemos a identificar com muita facilidade nos outros, o que existe em abundância em nós mesmos.

Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre essa deusa grega que até hoje é muito presente em nossas vidas! Infelizmente ainda julgamos as pessoas, falamos mal sobre elas, criamos intrigas, não digo todos, mas em suma a maioria faz isso sim! Então vamos nos controlar um pouco mais com nossas línguas!
Que sejam sempre prósperos;

Raffi Souza.

13 abril 2017

Erva sagrada: Boldo

Erva sagrada: Boldo
Hoje vamos falar sobre uma planta que muitos conhecem, vamos falar sobre o Boldo!

Plectranthus barbatus

Planta comum nas hortas e quintais, de sabor amargo, utilizada tradicionalmente em casos de má digestão.

Descrição: Planta da família das Lamiaceae, também conhecido como alumã, boldo chileno, boldo de jardim, boldo do brasil, boldo falso, boldo nacional, boldo silvestre, erva cidreira, falso boldo, malva amarga, malva santa, sete dores, sete sangrias, tapete de oxalá.

Arbusto perene que pode chegar até 2m de altura.

Caule amarelo acinzentado bastante rugoso, pouco ramificado, com ramos quadrangulares.

Folhas opostas, ovado oblongas, verde-claro na página superior e verde pardacento na inferior, com até 12cm de comprimento, margem serreada, pilosa em ambas as páginas; Inflorescência em espigas axiais, tipo rácimo, com flores hermafroditas, azuis a violáceas, pentâmeras.

Habitat: Planta brasileira presente em quase todas as regiões do país, em jardins, hortas, terrenos baldios e cultivados.

Parte utilizada: Folhas frescas, raízes.

Habitat: Planta brasileira presente em quase todas as regiões do país em jardins, hortas, terrenos baldios e cultivados.

História: Faz parte da medicina popular, com as mesmas utilizações do Boldo-do-chile.

Plantio:

Multiplicação: reproduz-se por estacas (mudas) e sementes; reprodução por ramos da planta-mãe ou divisão de raízes.

Muito rústica, sobrevive à seca, mas prefere solos úmidos, férteis e semi-sombreados.

Cultivo: Existem 4 espécies de boldos. O boldo comum, o boldo europeu e o boldo Vernônia, que se adaptam em solos secos e em qualquer clima, o boldo do Chile não.

É melhor cultivá-los, plantando-os em covas com bastante matéria orgânica.                       
O boldo comum necessita de 1 metro de espaçamento entre plantas, a Vernônia necessita de pelo menos 2 metros e o boldo europeu 0,5m. Respondem bem quando irrigados;

Colheita: Colhem-se as folhas o ano todo.

Princípios Ativos: Barbatusol, barbatol, barbatusina, cariocal, ciclobutatusina, colenol, coleol, coliona, óleo essencial (rico em guaieno e fenchona), ferruginol, forskolina.

As folhas frescas contêm 0,1% de óleo essencial e folhas secas ao ar 0,3%.

Propriedades medicinais: O boldo nacional pode ser usado contra azia, dispepsias, mal-estar gástrico, no controle da gastrite, na ressaca e como amargo estimulante da digestão e do apetite.

Tem efeito hipossecretor gástrico, ou seja, diminui o volume do suco gástrico e sua acidez.

Mas ainda não se sabe qual seria o componente químico responsável pelo sabor amargo tão característico das folhas, que surpreendentemente não está presente nos talos.

Indicações: diarreia (extrato cru das folhas é antiviral), fadiga do fígado, distúrbios intestinais, hepatite, cólica e congestão do fígado, obstipação, inapetência, cálculos biliares, debilidade orgânica, insônia, ressaca alcoólica.

Uso pediátrico: Não é aconselhado.

Uso na gestação e na amamentação: Não há estudos sobre sua farmacocinética nem teratogenicidade nestas condições.

Contraindicações: Portadores de úlceras e gastrites

Efeitos colaterais: Doses elevadas podem provocar irritação da mucosa do estômago.

Modo de usar:

Alcoolatura: 20 g da planta fresca em 100 ml de álcool. Tomar 20 a 40 gotas até 3 vezes ao dia.

Sumo: Amassar 2 folhas frescas em 1 copo e completar com água. Aguardar 5 horas e tomar (2 a 3 vezes ao dia).

Lava-pé: ferver algumas folhas. Esfriar e usar em banhos antes de dormir (insônia).

Afecções hepáticas (hepatite, cólicas, congestões, etc.), dispepsias, flatulência, obstipação, afecções gástricas, inapetência, cálculos biliares, debilidade orgânica

Infusão: o chá é feito por infusão de 1 a 3 folhas por xícara grande de água fervente. Tomar de 1 a 3 xícaras de chá ao dia. Insônia

Decocção: chá por decocção, sob a forma de banhos, age como tranquilizante e proporciona sono reparador.

Posologia: Adultos: 10 a 20ml de tintura divididos em até 3 doses diárias; 5g da planta fresca (2 e % colheres de sopa para cada xícara de água) em infuso 15 minutos antes das principais refeições, para uso interno em afecções hepáticas, para as quais a planta é específica.

Sua ação sobre os processos digestivos é consequência de sua ação sobre o fígado e vesícula biliar; O banho com 50g de folhas frescas em infuso em 11 de água, tem efeito tranquilizante, produzindo relaxamento e um sono reparador.                       
O boldo é uma planta muito usada em todo o mundo na medicina popular como remédio contra má digestão e doenças no fígado.

Apesar de ser uma planta mundialmente conhecida, é comum a confusão entre os vários seus tipos. Entenda melhor:

Várias pessoas acreditam que tem em seu quintal o boldo-do-chile (Peumus boldus), no entanto essa planta é raríssima no Brasil.

O que acontece é que em nosso país outras plantas também são chamadas de boldo, como exemplo Plectranthus barbatus (boldo-da-terra), e Plectranthus ornatus (boldo-miúdo), e o boldo-baiano (Vernonia condensata).                       

Boldo-do-chile ou boldo-verdadeiro (Peumus boldus). Planta originária do Chile é considerado uma árvore, pois quando adulta atinge de 12 a 15 metros de altura. Apresenta propriedades estomáquicas, diuréticas e hepáticas. Efeitos colaterais: pode ser abortivo e provocar hemorragias internas. Deve ser usado com cautela. No Brasil, é possível encontrar o boldo-do-chile normalmente importado e vendido em farmácias e casas de produtos naturais.

É também antibacteriano, antifúngico, anti-inflamatório, antisséptica, antiespasmódica, estimulante, tônica e vermífuga, antioxidante, depurativo (daí dizerem que a planta emagrece) e sedativo. Além de tudo isto, ajuda a clarear o cabelo.

Melhora a digestão, beneficia o coração, protege, desintoxica e estimula o fígado, ajuda reduzir gases intestinais, evita a azia, estimula e fortalece a vesícula biliar, reduz a inflamação, mata parasita, aumenta o fluxo de urina, alivia a dor, além de dissolver gorduras. O ascaridol, substância presente também ajuda a combater os vermes intestinais.                       

Boldo-da-terra, (Plectranthus barbatus) Arbusto originário da África, atinge de 1 a 2 metros de altura, apresenta folhas aveludadas e produz flores azuladas. Também conhecida como boldo-do-Brasil, boldo-de-jardim, boldo-silvestre, boldo-falso, tapete-de-oxalá.

Indicado como analgésico, estimulante da digestão e combate azias, o boldo brasileiro pode ser usado contra má digestão, dispepsias, mal-estar-gástrico, no controle da gastrite, na ressaca e como amargo estimulante da digestão e do apetite. A planta tem efeito hipossecretor gástrico, que diminui o volume do suco gástrico e sua acidez.

Também são indicados para diarreia, fadiga do fígado, distúrbios intestinais, hepatite, cólica e congestão do fígado, obstipação, inapetência, cálculos biliares, debilidade orgânica, insônia, ressaca alcoólica. Também se emprega a planta externamente no combate de piolhos.                       

Boldo Miúdo (Plectranthus ornatus) planta herbácea e vivaz, costuma medir de 30 a 40 cm de altura e é, em geral, muito resistente. Estimula o funcionamento do fígado e auxilia nos problemas digestivos. Também conhecida como boldo-rasteiro, boldo-chinês, boldinho.

É diurético e pode ser usado também para icterícia. Além disso, possui propriedades digestivas e é popularmente usado para tratamento de afecções do fígado.                       

Boldo-baiano (Vernonia condensata) Arbusto também originário da África chega a alcançar de 2 a 5 metros de altura e pode se quebrar facilmente com o vento. Conhecida como árvore-do-pinguço, fel-de-índio, assa-peixe ou alumã.

Apresenta efeito carminativa e alivia os sintomas de úlceras e gastrite.

Esta espécie apresenta benefícios no tratamento da azia, distúrbios gastrointestinais, controle da gastrite, dores de cabeça, diarreia e age como um antídoto para picadas de cobras, devido as suas propriedades medicinais.

É considerado um forte remédio para tratar a ressaca, além de estimular o apetite a auxiliar na digestão. Acredita-se que também ajuda no tratamento da anorexia, anemia, inflamações e problemas de bexiga.

As suas folhas são utilizadas pela medicina popular sob a forma de chás ou sucos, no tratamento da azia, da indisposição gástrica, no controle da gastrite, contra a ressaca e como um tônico amargo, estimulante da digestão e do apetite.

De nosso quintal

O que é encontrado na maioria dos nossos quintais é o Boldo-da-terra (Plectranthus barbatus) e o boldo chinês (Plectranthus ornatus). Você pode aprender a cultivar o boldo em seu quintal

Como utilizar

Ele pode ser utilizado em sucos ou sumo é muito eficaz no tratamento da gastrite, A cataplasma feita a partir de suas folhas é aplicada sobre furúnculos, entorses e inchaços dolorosos para alívio. Seu óleo essencial contém propriedades antialérgicas.  A decocção feita a partir de suas folhas secas alivia dores de garganta, febres e auxilia no tratamento de infecções da boca e da malária.

Frequentemente ouvimos alguém dizer que uma determinada planta pode ser usada como remédio e que, por ser um produto natural, não possui contraindicações. Entretanto, isso não é bem verdade. Sabemos que diversas plantas possuem sim substâncias que podem fazer bem à nossa saúde, porém o uso em excesso ou a falta de conhecimento a respeito das características da planta, podem levar a sérios riscos. Então fiquem atentas também as contraindicações.                       
Nome popular: Falso-boldo, Boldo, Boldo-brasileiro

Nome científico: Plectranthus barbatus Andrews

Família: Labiatae (Lamiaceae).

Origem: Índia.

Propriedades: Tônica (restaura energia), eupéptica (facilita digestão), hepática, colagoga (aumento da secreção da bílis), colerética (estimulador da bílis), calmante, carminativa (eliminador de gases intestinais), anti-reumática, estomáquica (favorece a digestão).

Características: Planta herbácea ou subarbustiva, perene, de até 1,5 metros de altura. Folhas suculentas e aromáticas, de sabor muito amargo. Não são conhecidas as substâncias que geram os efeitos benéficos da planta, nem as que causam o sabor amargo característico.

O verdadeiro boldo (Peumus boldus) é uma arvoreta do Chile cujas folhas secas e quebradiças com cheiro de mastruço são encontradas no comércio, mas não é cultivado no Brasil.

Parte usada: Folhas.

Usos: Informações etnofarmacológicas incluem o uso das folhas desta planta em todos os estados do Brasil como medicação afamada para tratamento dos males do fígado e de problemas da digestão.

Estudos farmacológicos feitos com seu extrato mostraram que possui ação hipossecretora gástrica, reduzindo não só o volume de suco gástrico, como a sua acidez. Pode ser usada, portanto, no tratamento para controle da gastrite, na dispepsia, azia, mal-estar gástrico (estômago embrulhado), ressaca, e como amargo estimulante da digestão e do apetite.

Forma de uso / dosagem indicada: Usa-se o chá ou extrato aquoso feitos de preferência com a folha fresca. O chá é do tipo abafado (infuso), feito com 3 a 4 folhas com água fervente, em quantidade bastante para uma xícara (de chá). Toma-se 1 a 3 xícaras do chá, adoçado ou não, opcionalmente.

Cultivo: É facilmente reproduzida por meio de estacas, feitas com os ramos ou folhas.

Referências bibliográficas:
Lorenzi, H. et al. 2002. Plantas Medicinais no Brasil.
Vieira, L. S. 1992. Fitoterapia da Amazônia.                       
Encontrei apenas o uso magico do boldo no candomblé\umbanda que usado para o seguinte proposito: Boldo (tapete de Oxalá). É erva destinada a banhos de defesa, purificação, energização e lustral. Usam-se praticamente em todos os amacis, banhos e limpeza de ambientes.
Espero que tenham gostado, e qualquer coisa é só comentar!

Raffi Souza.